Análise e orientações
Em Aracaju, neste domingo (25), representantes da Justiça Eleitoral foram à sede da Coopertalse, a Cooperativa de Transporte Alternativo de Passageiros do Estado de Sergipe.
Eles foram verificar relatos de passageiros que tiveram dificuldade para embarcar.
O fato é local, mas a lição vale para o país inteiro e cai direto no colo de quem vende imóvel.
Quando o deslocamento falha, a decisão não acontece. Isso vale para o cidadão que precisa chegar a um compromisso e para o comprador que desiste da visita no meio do caminho.
O que aconteceu em Aracaju e por que o corretor deveria prestar atenção
A matéria original não está disponível. O que foi divulgado se resume a isto: houve relatos de dificuldade de embarque e a Justiça Eleitoral foi até a cooperativa verificar.
Ninguém informou quantos passageiros foram afetados nem a causa do problema. E aqui no Imobiturbo a gente não inventa dado para encher linguiça.
Para o seu negócio, importa outra coisa: a notícia ganhou tração no Instagram. Um problema de logística virou conteúdo público em poucas horas.
Agora troque o terminal de embarque pelo seu stand de vendas.
Pense no cliente que não consegue chegar ao decorado, que se perde ou que espera condução e não encontra. Ele não liga para reclamar: some, ou pior, posta.
“O comprador desiste do caminho até o imóvel muito antes de desistir do imóvel.”
Tem um segundo ponto: mobilidade é atributo de produto.
Quem procura apartamento em qualquer capital pergunta como vai chegar ao trabalho, à escola e ao centro antes de perguntar o valor do condomínio.
Transporte coletivo, alternativo ou por aplicativo entra na conta do comprador, mesmo que ele não fale disso no primeiro contato.
A matemática do corretor: quanto custa uma visita que não acontece
Atenção: os números abaixo são um exemplo hipotético para ilustrar o raciocínio. Eles não vêm da notícia.
Imagine um imóvel de R$ 400 mil com comissão de 5%. São R$ 20 mil na mesa.
Agora suponha que você precise, em média, de 20 visitas para fechar uma venda nesse padrão. ==Cada visita vale cerca de R$ 1.000 em comissão esperada.
Se 6 visitas por semana furam por problema de deslocamento, atraso ou confusão de endereço,R$ 6 mil em comissão esperada evaporam toda semana.
O corretor que opera no modelo antigo culpa o cliente: “Ele não era quente.”
Na maioria das vezes, era. Só não chegou.
“Corretor que trata a visita como compromisso do cliente perde venda. Corretor que trata a visita como logística própria fecha.”
Vai lucrar a imobiliária que mede o no-show, descobre o motivo e ataca a causa.
Vai quebrar a cara quem agenda pelo WhatsApp, manda um “combinado então” e reza para o cliente aparecer.
Plano de ação: blinde suas visitas hoje
Você não precisa de agência, verba ou ferramenta cara. Precisa de processo.
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Rota pronta no WhatsApp: junto da confirmação, envie localização fixada, ponto de referência e as opções reais de acesso (estacionamento, aplicativo, transporte coletivo próximo).
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Confirmação em duas etapas: mande uma mensagem na véspera e outra 2 horas antes, perguntando como o cliente pretende chegar. A resposta já revela o risco de falta.
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Plano B na própria mensagem: se o cliente sinalizar dificuldade, ofereça remarcar no mesmo dia, fazer videochamada no decorado ou combinar outro ponto de encontro.
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Motivo do no-show no CRM: crie um campo obrigatório. Sem esse dado, você continua achando que o problema é o lead.
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Mobilidade no anúncio: coloque no texto do imóvel como se chega e quanto tempo leva até os pontos-chave da cidade. Isso qualifica o cliente antes do primeiro contato.
Marque também no calendário do plantão as datas em que a mobilidade da cidade costuma ficar comprometida: domingos de eleição, feriados, grandes eventos.
Nesses dias, a confirmação precisa ser redobrada.
Se você ainda faz tudo isso na mão, comece a padronizar com automação de atendimento no WhatsApp.
As mensagens de confirmação e rota deveriam ser as primeiras a rodar no automático.
E se você não sabe em que etapa seus clientes estão vazando, o problema começa antes.
Entenda como organizar seu funil de vendas e trate a visita como uma etapa com taxa de conversão própria.
==O corretor que controla o caminho do cliente até o imóvel controla o próprio VGV. Quem não controla fica torcendo para o cliente chegar.





