Análise e orientações
A cada eleição presidencial no Brasil, a mesma desculpa reaparece nos plantões de vendas: “vou esperar o resultado da eleição para decidir”.
O comprador tem receio da oscilação macroeconômica, mas a intenção de fechar negócio continua de pé. Ele quer comprar; só tem medo de assinar contrato sem blindagem.
O ano de 2026 não trava o mercado. Ele pune o corretor que atua como tirador de pedidos.
Quem estuda mercado sabe que o imóvel sempre funcionou como o porto seguro do brasileiro contra dólar, inflação e instabilidade política.
O comportamento do comprador e o impacto no mercado
O cliente em ano de eleição foge da liquidez volátil de bolsa e corre para o lastro físico. Os dados do setor mostram que essa demanda reprimida não evapora: ela se acumula no digital.
Nas campanhas de Meta Ads e Google, o sintoma é visível. O custo por lead se mantém estável, mas o intervalo entre o primeiro contato e a visita presencial cresce até 40%.
GESTÃO & VGV
Postura do Consumidor Imobiliário em Anos Eleitorais
Divisão da intenção de compra ativa vs comportamento de fechamento
58%
DOMINANTE
Mantém plano com postura pragmática
Teme o cenário mas segue pesquisando
Paralisa totalmente a decisão
A matemática do corretor: quanto custa aceitar o “vou esperar”
Aceitar a hesitação eleitoral do cliente drena a sua receita.
Considere uma carteira de médio e alto padrão com 15 clientes ativos e tíquete médio de R$ 800 mil. Você tem R$ 12 milhões em VGV na mesa.
Adiar a decisão de quatro desses clientes para o pós-eleição traz prejuízos diretos:
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1.
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Os investidores pragmáticos: compram as melhores plantas e andares altos, deixando apenas as unidades de menor liquidez.
O índice de perda de contato passa de 65% após 90 dias de espera.
Para estancar esse vazamento, veja como organizar seu funil de vendas e evitar que negociações ativas esfriem sem justificativa real.
Roteiro de WhatsApp contra a objeção eleitoralNão discuta política com o cliente. Bater boca partidária queima pontes e derruba propostas.
- Valide o receio do comprador: Evite confrontar a insegurança do cliente. Dê razão ao cuidado dele antes de conduzir a conversa:
“Perfeito, Carlos. Entendo seu cuidado com o cenário de 2026, e você está certo em proteger seu patrimônio. Mas quero te mostrar um comportamento histórico dos preços que pouca gente acompanha:”
- Apresente os números históricos: Mostre que congelar a decisão gera custo real:
“Quem segurou a compra nas eleições de 2018 e 2022 pagou de 18% a 24% mais caro pelo mesmo imóvel um ano depois, somando reajuste de tabela e INCC. A moeda oscila, mas a estrutura física absorve a inflação e mantém o poder de compra.”
- Mostre a janela de negociação: Vincule o fechamento às condições comerciais da construtora:
“No período pré-eleitoral, as incorporadoras facilitam o fluxo da entrada e concedem descontos para fechar a meta do trimestre. Passada a eleição, com o retorno da demanda em lote, essas margens fecham. Vamos avaliar as condições da unidade 82 hoje?”
Se a sua operação lida com grande volume diário, estruture sua automação de atendimento no WhatsApp para filtrar quem tem urgência real e concentrar os corretores em clientes com capacidade financeira imediata.





